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Os games e a acessibilidade para PcDs 18/01/2021 15h35 | BY Thiago

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Atualmente, a inclusão se tornou uma importante pauta das principais empresas do mundo. Alinhados a isso, também cresceu a necessidade de tornar os games mais acessíveis à pessoas com deficiência (PcDs). Segundo dados da AbleGamers, organização americana sem fins lucrativos dedicada a melhorar a acessibilidade no espaço de games, somente nos Estados Unidos, em 2020, existem cerca de 46 milhões de jogadores com algum tipo de deficiência, o que corresponde a mais de 20% do total de pessoas que consomem jogos eletrônicos no país.

O novo título da franquia The Last of Us, lançado em junho de 2020, é um exemplo de como as desenvolvedoras de jogos seguem na busca por recursos que permitam a inclusão de jogadores PcDs aos games. The Last of Us Part II, desenvolvido pela Naughty Dog, possui mais de 60 configurações de acessibilidade com foco em audição, visão e habilidade motora.

Em entrevista ao portal Tecnoblog, Matthew Gallant, um dos responsáveis pelo desenvolvimento dos recursos de acessibilidade de The Last of Us Part II, comentou sobre a importância de envolver jogadores com deficiência nos testes dos jogos. Além disso, Matthew também abordou a necessidade de incluir essas ideias desde o início do projeto. 

“Para qualquer desenvolvedor que queira trabalhar com acessibilidade, a dica é fazer isso o quanto antes, planejar com antecedência, colocar logo pessoas para testar o jogo e, então, você terá tempo para reagir aos comentários, fazer ajustes e adicionar recursos que sejam bons; talvez até mesmo eliminar recursos que sejam ruins. Você realmente terá tempo para ter uma noção do que os jogadores precisam e quais barreiras ainda existem no seu jogo e como pode ajudar os jogadores a superá-las”, expôs Matthew.

No Brasil, já existem projetos e ligas competitivas com foco em gamers PcDs. Essas iniciativas, que buscam inclusão por meio dos esports, estão presentes em diferentes modalidades como CS:GO, LoL, Fortnite e Free Fire.

Vanessa Ferreira da Silva, mãe de um gamer PcD que é profissional de CS:GO - Rafinha, comenta a importância dos jogos e esports para pessoas com deficiência, principalmente crianças.

“Ao jogar, a criança desenvolve a autoestima, criatividade e autonomia. Dentro do jogo, ela não tem nenhuma limitação, o que a leva adquirir força para seu cotidiano, tornando-a muito mais confiante para superar os obstáculos que uma criança PcD enfrenta para o convívio em sociedade”, comentou Vanessa.

Em 2021, as expectativas são que novos títulos de games e, também, iniciativas inclusivas dentro dos esports sejam lançadas. Aos gamers, ser cordial e receptivo com as diversidades fará com que a comunidade cresça mais forte e unida.

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